Saber amar

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Vista do Rio Douro no fim de tarde – Porto/Portugal

Uma vez fora de casa, você aprende que saber amar os momentos é fundamental para uma viagem feliz. Não precisa ser a boneca amorzinho, mas partir com a alma leve, sem os ranços e temores do que pode vir. A resistência e o medo do novo trarão dores para o seu corpo, além do bloqueio que te impede de absorver a cultura do lugar.

 

Vá com medo, mas vá!

Já viajei com medo da comida, mas resolvi encarar a aventura porque o peso da comida era menor do que a oportunidade de estar em lugares únicos, cobiçados por muita gente. Foram 4 dias e 3 noites de viagem entre o Deserto do Atacama, no Chile, e o Salar de Uiuny, na Bolívia – Nesses dias de aventura, experimentei várias sensações térmicas, além dos males que a altitude causam – tudo isso foi o preço da viagem (não só financeiramente falando). E valeu a pena? Demais! Voltaria lá feliz da vida! E sabe a melhor parte? Consegui sobreviver à barreira alimentar. A comida era bem melhor do que eu esperava, e toda aquela sequência de novidades durante a viagem me tiraram parte do apetite.

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Cemitério de trens – Uiuny/Bolívia

 

Mais um exemplo: não sou fá de axé music, mas todas as vezes que estive na Bahia, me senti muito confortável ouvindo esse ritmo. Eu mergulhava na cultura local, amava ouvir axé na praia, acompanhado dos sotaques dos vendedores que circulavam pela areia e ficava tudo uma delícia, mainha! Lá em Salvador, eu era axezeira, e das antigas!

 

Depois desses relatos, deixo o meu recado para os ansiosos/receosos de primeira viagem:

Antes de definir para onde vai, pense se o que você não gosta vai ser mais importante do que o que você quer viver naquele lugar. E se você quiser muito ir para lá, prepare-se para amar o que vier pela frente. Claro que não estou me referindo a se violentar, sofrer horrores e fingir que está adorando. Apenas sugiro que você aumente o nível de tolerância para o que não é “a sua praia”, afinal, não é mesmo. Você saiu da zona de conforto, e tudo isso causa na gente uma reação de querer voltar 3 casas no tabuleiro. Mas quem muito volta nas casas, demora para terminar o jogo, e acaba detestando a experiência no final.

 

🙂

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